Por Hélio Alcântara,

Os Jogos Olímpicos de Londres-2012 tiveram início em 27 de julho e terminaram em 12 de agosto. A cidade, escolhida como sede em 2005, teve de construir arenas, regenerar bairros e realizar obras de infraestrutura, como a expansão do metrô londrino – tido sempre como exemplo mundial de eficiência e wholesale mlb jerseys “inteligência funcional”. O Comitê Organizador também teve de definir outras cidades para receber modalidades esportivas diversas. Como exemplo, podemos citar as subsedes do futebol Manchester, Newcastle e Coventry.

Duzentos e quatro comitês olímpicos enviaram seus atletas a Londres. Em disputa, um total de 26 esportes. Um dado importante e representativo da “evolução humana”: pela primeira vez, na história das Olimpíadas, todas as delegações tinham mulheres.

Outro dado importante: 85 países ganharam pelo menos uma medalha em Londres. E alguns países sem a menor tradição esportiva fizeram sua “estreia” no quadro de medalhas: Bahrein, Botswana, Chipre, Gabão, Grana, Guatemala e Montenegro.

Entre os casos de doping  verificados nos Jogos, uma atleta brasileira. Kissya Cataldo testou positivo para eritropoietina (EPO) e foi eliminada da competição. Kissya participaria da final do skiff simples, prova do Remo.

De acordo com Boris Johnson, prefeito de Londres, os Jogos geraram um lucro simplesmente astronômico: aproximadamente R$ 50,5 bilhões (cinquenta bilhões e quinhentos milhões de reais).

OS DESTAQUES

O jamaicano Usain Bolt repetiu a dose de quatro anos, quando conquistou a medalha de ouro na prova mais nobre do Atletismo (100m), além laugh? dos 200m e do Revezamento 4x100m. Nesta última, a equipe jamaicana estabeleceu novo recorde mundial: 36”84 (trinta e seis segundos, oitenta e quatro centésimos), e, nos 200m, o pódio foi todo do país, com Usain Bolt, Yohan Blake e wholesale nfl jerseys Warren Weir.

O já consagrado Michael Phelps, que brilhara intensamente nas duas últimas olimpíadas (especialmente em Pequim-2008), conquistou mais seis medalhas na Natação – quatro de ouro, duas de prata. Com elas, atingiu um número total de medalhas olímpicas absolutamente espetacular: 22. Além disso, manteve o recorde de medalhas wholesale nba jerseys douradas em três edições (18) e em uma Hacked mesma edição olímpica (oito).

Mas os americanos mostraram também uma adolescente que deverá estar nos Jogos do Rio-2016. Missy Franklin, de 17 anos, ganhou quatro medalhas de ouro e uma de bronze na Natação.

A também americana Alyson Felix conquistou a medalha de ouro nas três provas que disputou em Londres: 200m e Revezamentos 4x400m e 4x100m – esta, com recorde mundial, quebrando uma marca que durava havia 27 anos.

Valentina Vezzali, da wholesale jerseys Itália, tornou-se recordista de medalhas olímpicas na Esgrima. Ela conquistou sua sexta medalha de ouro, no florete feminino por equipes. Vezzali já havia conquistado uma de ouro (e outra de prata) em Atlanta-96, duas em Sydney-2000, uma em Atenas-2004 e outra em Pequim-20008. E duas de bronze – uma em Pequim-2008, outra nos Jogos de Londres-2012.

O Dream Team do Basquete, comandados pelo agora veterano Kobe Bryant e pela estrela em ascensão Kevin Durant, estabeleceu um recorde difícil de ser batido: em um só jogo, Dips fez nada menos do que 159 pontos na Nigéria (159 x 73), seu adversário na primeira fase. Os americanos sagraram-se campeões, naturalmente, sem perder um só jogo.

E a judoca-adolescente Wojdan Ali Seraj, da Arábia Saudita, com apenas 16 anos de idade, entrou para a história do país: foi a primeira mulher a competir nos Jogos Olímpicos. Mas, para isso, teve de usar o véu islâmico.

Nos Jogos de Pequim-2008, a China terminou na liderança no quadro de medalhas, deixando os Estados Unidos em 2º lugar. Em Londres-2012, os americanos retomaram o 1º lugar como principal potência olímpica. Ganharam dez medalhas de ouro a mais do que os chineses, totalizando 104 medalhas.

BRASIL OLÍMPICO

Pode-se dizer com tranquilidade que o saldo da participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 foi decepcionante. A 第二回世話人会を開催しました。 começar pelo que se havia prometido (ou o que se dizia “esperar”) e o que aconteceu concretamente. O COB-Comitê Olímpico Brasileiro, comandado pelo insaciável Carlos Nuzman, alardeou antes dos Jogos – mas já em Londres – que a meta era atingir um número maior de finais do que em Pequim-2008. Na China, o Brasil havia disputado quarenta e uma finais.

O próprio COB havia dito, via seu consultor americano Steve Roush, que se o número de finais fosse o mesmo de Pequim-08, o desempenho brasileiro seria “decepcionante”. Pois, o país chegou a apenas trinta e cinco finais em Londres.

Apesar do resultado aquém do esperado, 2009-2012 foi o ciclo olímpico melhor contemplado financeiramente da história esportiva brasileira. A União investiu nada menos do que R$ 1,33 bilhão (um bilhão, trezentos e trinta milhões de reais) nos esportes de “alto rendimento” – ou seja, aqueles em que seus atletas são profissionais e, portanto, têm maiores possibilidades de conquistar uma medalha olímpica. Afora os patrocínios próprios, o valor dispendido poderá ter atingido R$ 2 bi (dois bilhões de reais).*

Se formos comparar a quantia de dinheiro aplicada com o número de medalhas de ouro conquistadas ficaremos desapontados. Nos Jogos de Atenas-2004, o Brasil investiu R$ 280 milhões (duzentos e oitenta milhões de reais) e trouxe cinco medalhas de ouro (10 no total). Em Londres-2012, a montanha de dinheiro “foi responsável” por apenas e tão somente três medalhas douradas (17 no total). O que houve, então?

A primeira conclusão é a mais simples: ter-se bastante dinheiro não significa retorno garantido em termos de vitórias/medalhas. A segunda é quase tão óbvia quanto a anterior: para se tornar um país vitorioso é preciso elaborar uma política pública, que privilegie a formação de atletas a partir das escolas. O Brasil, que irá sediar os Jogos pela primeira vez, em 2016, não fez isso e não dá mostras de que o fará tão cedo.

A iniciativa do governo federal de investir R$ 1 bilhão (um bilhão de reais) nestes quatro anos (entre 2012 e 2016), para tentar figurar entre os dez primeiros do mundo olímpico, não surtirá efeito se vier dissociada de um plano sério e eficiente de trabalho junto às confederações e aos atletas com possibilidades concretas de subirem no pódio.

Vários países tomaram atitude semelhante no passado recente. Despejaram milhões de dólares, mas, ao mesmo tempo, desenvolveram um plano de trabalho com metas claras. Focaram nos esportes e/ou nos atletas com reais chances de conquistar medalhas olímpicas, deram-lhes suporte técnico, nutricional e acompanhamento em praticamente todas as áreas.

A Grã-Bretanha talvez seja o exemplo mais sólido da “ressurreição planejada”. Nos Jogos de Atlanta-96, os britânicos conquistaram 15 medalhas (mesma quantia dos brasileiros), mas apenas uma de ouro. Dezesseis anos depois, eles fecharam sua participação nos Jogos de Londres-2012, em 3º lugar na classificação geral, com 65 medalhas (29 de ouro, 17 de prata e 19 de bronze). À frente deles, apenas China (88 medalhas) e Estados Unidos (104), os campeões. No ciclo, os britânicos investiram R$ 1,6 bi (um bilhão e seiscentos milhões de reais).

O BRASIL NOS JOGOS DE LONDRES

A delegação brasileira encerrou a campanha nos Jogos de Londres-12 com um recorde de medalhas, mas ficou abaixo do traçado em relação à conquista de medalhas douradas. Na classificação final geral, o Brasil terminou em 22º lugar – seis posições atrás do que havia conseguido em Atenas-04.

Foram 17 medalhas no total (duas a mais do que em Atlanta-96 e em Pequim-08), mas o país foi mal em esportes que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) contava com medalhas certas, casos do Futebol Masculino (perdeu a final para o México e ficou com a prata), da Natação, com César Cielo (bronze nos 50m), e da Vela (Robert Scheidt e Bruno Prada, bronze, na classe Star), além dos judocas Leandro Guilheiro e Rafaela Silva, que caíram cedo demais.

Além dos citados, o pessoal do Atletismo prometia pelo menos estar no pódio de algumas modalidades, entre os três cheap mlb jerseys maiores do planeta. Mas, a campeã olímpica Maurren Maggi sequer se classificou para a final do Salto em Distância. Fabiana Murer não teve problemas com suas varas, mas foi derrotada pelo vento forte – que, aliás, soprava para todas as atletas. Desistiu de saltar, abdicando de qualquer possibilidade de obter uma medalha no Salto com Vara. Em todas as provas de pista de Atletismo, ninguém se classificou ou “ameaçou” subir no pódio. O atleta brasileiro melhor colocado foi Marílson dos Santos, na Maratona: 5º lugar. E só.

Os esportes que mais contribuíram para o quadro final geral de medalhas foram basicamente Judô e Boxe, com um total de sete medalhas. Os judocas Sarah Menezes (ouro), Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva (todos medalhas de bronze) subiram ao pódio; e os pugilistas Esquiva Falcão (prata), Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (bronze) quebraram o “tabu” de 44 anos dessa modalidade sem subir ao pódio.

Os atletas considerados “surpresas” também ajudaram o país a “não piorar” ainda mais sua classificação final. Thiago Pereira teve atuação maravilhosa nos 400m medley da Natação, ao superar Michael Phelps e o japonês Kosuke Hagino (4’08”94) e conquistar a medalha de prata com o tempo de 4’08”86 (quatro minutos, oito segundos, oitenta e seis centésimos).

Arthur Zanetti, que poucos conheciam no Brasil, foi apontado como provável medalhista de prata nas argolas (Ginástica), por um jornalista americano especializado, antes de os Jogos terem início. Zanetti foi além: ganhou a medalha de ouro. Foi a primeira do Brasil em Olimpíadas.

Yane Marques, também desconhecida do grande público, trouxe a medalha de bronze no Pentatlo Moderno – aliás, a última conquistada nos Jogos de Londres-2012.

Quem quase ganhou uma medalha foi Diogo Silva. Ele disputou a semifinal, no Taekwondo, mas acabou eliminado. Com atuações “contestáveis” por parte dos árbitros, Diogo terminou a Olimpíada em 5º lugar. Natália Falavigna (Taekwondo) perdeu na estreia.

No Futebol, duas realidades distintas. O Masculino, mimado, com estrutura invejável, muito dinheiro e um ótimo time, perdeu a final para os tenazes e aplicados mexicanos. Mais uma vez, ficamos com a medalha de prata. Nessa final foram registradas duas marcas históricas: maior público dos Jogos de Londres-12 (86.126 espectadores estavam no estádio) e o gol mais rápido da história olímpica (Peralta, do México, aos 29 segundos de jogo).

No Feminino sem estrutura nem apoio da CBF, as garotas, que têm de inventar onde jogar durante todo o ano para não ficar sem atividade, mais uma vez mostraram fibra, mas não conseguiram superar as japonesas, campeãs mundiais. Pararam nas quartas-de-final. Houve, porém, uma conquista pessoal importante: a atacante Cristiane tornou-se a recordista de gols em Olimpíadas (12).

A vitória do Basquete masculino brasileiro foi ter se classificado para os Jogos de Londres-12, após 16 anos de jejum olímpico. Mas, em quadra, a equipe dirigida pelo técnico argentino Rubén Magnano não foi capaz de manter regularidade. Classificou-se para a fase seguinte, mas não resistiu ao jogo superior da seleção do país de origem de Magnano. Nas quartas-de-final, o Brasil perdeu para a Argentina (82×77) e viu o sonho de disputar uma medalha morrer. A Seleção feminina teve pior sorte: nem passou da primeira fase.

No Vôlei de Praia, duas medalhas: prata, com a dupla Emanuel-Alison, e bronze, com Juliana-Larissa – que “tinham tudo” para estar na final.

No Vôlei de quadra, a história das duas medalhas é bem diferente. No Masculino, o Brasil, orientado por Bernardinho, vencia a final diante dos russos, por 2×0 (parciais de 25/19 e 25/20), e teve dois match points (pontos para definir a partida) no 3º set. Foi quando o técnico russo promoveu uma alteração no esquema tático da equipe, na tentativa derradeira de obter a virada. Trocou a posição do gigante Dmitry Musersky (2,18m), passando-o de meio de rede para oposto. Musersky, que fizera apenas 4 pontos até então, desembestou a marcar e acabou a partida com 31 pontos.

É preciso lembrar que os 3×0 impostos pelo Brasil à Rússia, na primeira fase, pesaram negativamente. Com 2×0 na final e quase fechando o the jogo, os brasileiros se iludiram – acharam que o ouro estivesse garantido. Além disso, Dante estava machucado e o veterano Giba não se encontrava em seus melhores dias. O resultado dessa conjunção foi uma das viradas mais espetaculares de toda a história olímpica. No final do jogo, o placar apontava Rússia 3×2 Brasil – as parciais russas vitoriosas foram 29/27, 25/22 e 15/9. Foi a primeira vez na história dos Jogos Olímpicos em que uma seleção, perdendo por 2×0, conseguiu virar e conquistar o título. A medalha de prata dos brasileiros ficou com um gosto bem menos doce.

No Feminino, as atletas chegaram a Londres com o peso do título olímpico conquistado em Pequim-2008. Viveram a tensão natural da estreia com vitória (3×2 sobre a Turquia), depois mergulharam no inferno com duas derrotas (EUA, 3×1, e Coréia do Sul, 3×0) e tiveram de torcer muito por outra seleção para não voltarem para casa ao final da 1ª fase. Houve reuniões, o técnico José Roberto Guimarães não as pressionou (sabiamente, entendeu que o momento era de apoiá-las, e não de criticá-las), e as atletas fizeram uma espécie de “pacto”, no sentido de se doarem “ao máximo e mais um pouco”. Deu certo.

Na sequência do torneio, as brasileiras derrotaram as chinesas (3×2), as sérvias (3×0), as russas (3×2), em um jogo eletrizante, e as japonesas (3×0). Então, veio a final, diante das americanas. O 1º set pareceu mostrar a todos os espectadores que aquela seria uma final morna, com um time apenas. Engano. Depois de perder bisonhamente, por 25/11, as brasileiras se concentraram e passaram a acertar, enquanto as americanas (sempre muito confiantes) se mostravam incapazes de entender o que estava acontecendo. No final, 3×1, de virada, com parciais de 25/17, 25/20 e 25/17 e a medalha de ouro no peito. Fabiana, Fabi, Jacqueline, Paula Pequeno, Sheila e Taísa também estavam na conquista do ouro em Pequim-08. Com isso, sagraram-se bicampeãs olímpicas. O técnico José Roberto Guimarães tornou-se tricampeão olímpico.

*Fonte: www.estadão.com.br

Quadro geral final de medalhas (cinco primeiros)

1)   EUA 104 (46 de ouro)

2)   China 88 (38)

3)   Grã-Bretanha 65 (29)

4)   Rússia 82 (24)

5)   Coreia do Sul 28 (13)

Brasil em 22º, com 17 medalhas (3 de ouro, 5 de prata, 9 de bronze).

Obs: Nos Jogos de Londres-2012, o Brasil atingiu a marca de 100 medalhas conquistadas em sua trajetória olímpica.

Quando: 27/07/2012 a 12/08/2012

Países participantes: 191

Total de atletas: 10.500

Total de modalidades: 29

Total de medalhas distribuídas: 958

Participação do Brasil: 23º lugar

MEDALHAS BRASILEIRAS

Modalidade: Judô

Prova: Feminino

Categoria: ligeiro, até 48 kg

Atleta: Sarah Menezes

Resultado: Medalha de ouro

Modalidade: Judo

Prova: Masculino

Categoria: até 60 kg

Atleta: Felipe Kitadai

Resultado: Medalha de bronze

Modalidade: natação

Prova: Masculina (400 metros medley)

Atleta: Thiago Pereira

Resultado: Medalha de Prata

Modalidade: Judo

Prova: Feminino (categoria até 78 kg)

Atleta: Mayra Aguiar

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade: Judo

Prova:  Masculino (categoria acima dos 100 kg)

Atleta: Rafael Silva

Resultado:  Medalha de Bronze

Modalidade: Natação

Prova: 50 metros livres

Atleta: Cesar Cielo

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade:  Vela

Prova:  classe Star

Atletas: Robert Scheidt e Bruno Prada

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade: Ginástica Olímpica

Prova:  Argolas

Atleta: Arthur Zanetti

Resultado: Medalha de Ouro

Modalidade: Boxe

Prova: até 60 kg

Atleta: Adriana Araújo

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade: Vôlei de Praia

Prova: Feminino

Atletas: Juliana e Larissa

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade: Vôlei de Praia

Prova:  Masculino

Atletas: Alison e Emanuel

Resultado:  Medalha de Prata

Modalidade: Boxe

Prova: categoria até 81 kg

Atleta: Yamaguchi Falcão

Resultado: Medalha de Bronze

Modalidade: Futebol

Prova: Masculino

Resultado: Medalha de Prata

Modalidade: Vôlei

Prova: Feminina

Atletas: Fabiana, Dani Lins, Paula Pequeno, Adenízia, Thaisa, Fernandinha, Jaqueline, Tandara, Natália, Sheila, Fabi e Fernanda Garay

Resultado: Medalha de Ouro

Modalidade: Boxe

Prova: Masculino

Categoria: até 75 kg

Atleta: Esquiva Falcão

Resultado: Medalha de Prata

Modalidade: Atletismo

Prova: Masculino

Categoria: Pentatlo Moderno

Atleta: Yane Marques

Resultado: Medalha de bronze

Modalidade: Vólei

Prova: Masculino

Resultado: Medalha de Prata

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